Os profissionais mais valorizados pelos empregadores costumam ser aqueles que olham para a mudança como uma oportunidade

Com medo do desemprego em alta, consultora dá dicas de como se manter no trabalho

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, o medo do desemprego cresceu 36,8% em 2015. O levantamento, divulgado na última semana, foi feito com 2.002 pessoas em 143 municípios, de 4 a 7 de dezembro.

Se você se identifica com os brasileiros que manifestaram preocupação com seus trabalhos, algumas posturas e comportamentos são fundamentais para manter o emprego e passar pelos momentos de crise.

“Pertencer ao trabalho buscando resultados atrelados as metas, abraçar novos desafios – muitas vezes de cargos que foram suprimidos -, lidar com pressão, e utilizar de criatividade e bom humor, podem ser bons ingredientes para manter o emprego”, lista a superintendente da Feeta RH, Fabiola Lencastre.

Para a consultora, a crise gera o novo a todo momento: mudam as estratégicas, as rotas, os times e as atividades. Por isso, os profissionais mais valorizados pelos empregadores costumam ser aqueles que olham para a mudança como uma oportunidade. “As empresas estão em busca de pessoas que façam mais, resilientes e prontas para enfrentar o novo”, afirma.

Além de questões prejudiciais básicas, como chegar atrasado ou se ausentar em excesso, Fabiola faz um alerta em relação aos comportamentos pessimistas, que geram obstáculos para o pensamento criativo e para a produção.

“Que teremos mais pressão, muito trabalho e orçamentos restritos, já sabemos. Tudo que for especulação com relação a esses temas não edifica. O profissional preocupado em conservar sua empregabilidade deve manter-se voltado para novas construções, processos enxutos, times alinhados e resultados exatos”, aconselha.

Pesquisa
Conforme o levantamento realizado pela CNI, o Índice de Medo do Desemprego alcançou 102,3 pontos em dezembro, muito acima da média histórica de 88,4 pontos.

No último trimestre de 2015, o medo do desemprego cresceu mais entre os moradores de municípios com menos de 20 mil habitantes, e é maior entre as pessoas com ensino superior e as que têm renda familiar maior que 10 salários mínimos.

Já o Índice de Satisfação com a Vida, também de acordo com a pesquisa, encerrou o ano em 95,1 pontos. Embora tenha aumentado 1,3% no último trimestre, o valor é 8,1% menor que o registrado em dezembro de 2014. Para conhecer todos os dados, clique.